terça-feira, 28 de outubro de 2008

"FUCing"

Aula criativa de inglês avançado:

FUC me! FUC me, now! Everybody, everywhere, FUC!

Tradução literal: Eu to no Festival Universitário de Comunicação!

Olha, pessoal. De repente me dei conta de que hoje já é terça-feira e ainda não tinha escrito nada de novo para entreter vossas senhorias. Daí me dei conta de que o motivo dessa falta era mais óbvio do que comer casquinha de sorvete.

O motivo é que eu to atarefado pra chuchu (chuchuvis para os maliciosos). Então pensei: vou escrever sobre esse monte de tarefas absurdas em que me encontro. Se preparem para as lamentações.

Fora as habituais tarefas de classe, fora a cansativa carga horária de trabalho, fora o meu saco repletíssimo, eu resolvi entrar num outro embate contra os meus limites. Eu entrei no FUC. Mas como assim, simplesmente FUC? Não é tão simples assim.

O FUC (Festival Universitário de Comunicação) nada mais é do que um concurso de criação publicitária. Mas não é mais um concurso. Eis os diferencias:

Além de ser uma competição nacional, temos as regras do jogo que diferem um pouco dos concursos tradicionais. Não há briefing. Não temos limitações, como objetivos de campanha ou obrigatoriedades exigidas pelos clientes. Temos apenas categorias e meios de comunicação. Desamarraram nossas asas!

E os prêmios também são um fato. Estágio de um mês na W/Brasil, uma passagem para o Festival de Cannes... com entrada, bem como a estadia durante o evento. Existe um prêmio especial para um ganhador especial. O diretor de criação, aquele que elaborou a melhor campanha abrangendo todos os meios numa determinada categoria, levará para casa um Imac. E tem mais coisa dentro do FUC.

Eu to dentro dele com uma campanha para um motel. Infelizmente não posso exibir as peças aqui por conta de uma exigência de exclusividade do regulamento. Mas garanto que to no páreo, candidato a ser o THE BIG FUC. And i´ll be!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Um minutinho, por favor

...

Espera mais um pouco...

...

Faltam dez segundos...

Pronto, agora sim. Um minuto parece pouco, né? É pouco pra quem não sabe o que fazer. Parece muito pra quem está ansioso pra ler um texto em um blog. Mas será que dá pra explicar em um minuto o que é ser nordestino?

Confusa essa introdução. Mas em um minuto você entende. A Oi lançou recentemente um projeto inusitado e ao mesmo tempo inspirador. É o Festival do Minuto. É simples, direto, e extremamente inovador.

O festival consiste em premiar os melhores vídeos produzidos a partir de qualquer equipamento e construídos baseando-se num tema sugerido pela organização. Os vídeos, como já comentado, devem ter no máximo um minuto e até 100 megabytes, dentre outras especificações contidas no regulamento.

Bem, o mais importante a salientar é que... poxa, genial! A promoção da expressão criativa mais genuína, ou seja, sem penduricalhos tecnológicos ou aparatos que desviem a atenção do que realmente importa: a idéia original.

E pra empresa promotora é sensacional. Quer maior recall do que fazer seus clientes efetivos e potenciais interagirem com a marca, mesmo que indiretamente (sem ser proposto no tema do concurso)? É “uma puta sacada II, a missão”.

E tem as premiações também que não são de se jogar fora (não mesmo). Para esta categoria em específico, Ser nordestino, o concurso premia os três mais criativos com mil reais cada, e o criativo “cabra arretado” com R$3.000,00.

Olha só quem já ta na rinha:



Portanto faça um minuto ser eterno (poético, não?). Principalmente você, baiano que me lê agora. Signifique-nos na brevidade do minuto, mas com a criatividade que nos é peculiar (dá-lhe, Exclamador!).

As inscrições vão até 15 de novembro. Então, como dizemos por aqui, jogue duro! Agora faz logo, que um minuto passa rápido.

3, 2, 1...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Bota o canudinho na boca...

Estádio lotado, casa cheia. A torcida se agita pra ver o espetáculo em campo. Todo mundo ansioso pra ver novos lances, que darão graça ao show de bola que se seguirá. Mas pera aí! O povo entrou em campo pra ver um jogo repetido? Como é que pode?

Espantoso, mas o que vou dizer a seguir é verdade. Todo mundo está vendo a campanha da Brahma para os seus 120 anos de história, não? Aquele cenário que eu descrevi ali em cima, os garçons, as líderes de torcida, tudo muito bonito e pomposo.

Então vem aquele mundo de gente reunido formando a imagem de uma cerveja. Lindo, né? É lindo, mas é chupada (pra saber o que é uma chupada). A gente nem toma cerveja de canudo! Não é que uma marca de cerveja já havia usado essa idéia? Será que o pessoal da AmBev sabia disso? Sei não...

A marca que teve a idéia sugada é a Budweiser. Na montagem do vídeo a idéia é a mesma: Um monte de pessoas que reunidas formam a imagem de uma cerveja e a de um copo. No jogo de placas que se levantam, viram e abaixam, o povo faz a tampinha da garrafa se abrir e o copo vazio se encher do líquido sagrado.

Disto evoluem para generosos goles da cerveja já no copo, usando o mesmo mecanismo. Por fim aquele famoso e sonoro “ahhh”, tradicional em qualquer língua ou país. Como diria o título de um blog: uma puta sacada (com o perdão do palavreado chulo).

Vejam o vídeo da Bud e comprovem o que digo. Poxa, comemorar 120 anos com chupada é demais. Será que eu vou ter que tomar a minha cerveja de canudo? Deixa esse negócio de colocar o canudinho na boca pra aquela cantora famosa. Eu, hein!