terça-feira, 21 de outubro de 2008

Um minutinho, por favor

...

Espera mais um pouco...

...

Faltam dez segundos...

Pronto, agora sim. Um minuto parece pouco, né? É pouco pra quem não sabe o que fazer. Parece muito pra quem está ansioso pra ler um texto em um blog. Mas será que dá pra explicar em um minuto o que é ser nordestino?

Confusa essa introdução. Mas em um minuto você entende. A Oi lançou recentemente um projeto inusitado e ao mesmo tempo inspirador. É o Festival do Minuto. É simples, direto, e extremamente inovador.

O festival consiste em premiar os melhores vídeos produzidos a partir de qualquer equipamento e construídos baseando-se num tema sugerido pela organização. Os vídeos, como já comentado, devem ter no máximo um minuto e até 100 megabytes, dentre outras especificações contidas no regulamento.

Bem, o mais importante a salientar é que... poxa, genial! A promoção da expressão criativa mais genuína, ou seja, sem penduricalhos tecnológicos ou aparatos que desviem a atenção do que realmente importa: a idéia original.

E pra empresa promotora é sensacional. Quer maior recall do que fazer seus clientes efetivos e potenciais interagirem com a marca, mesmo que indiretamente (sem ser proposto no tema do concurso)? É “uma puta sacada II, a missão”.

E tem as premiações também que não são de se jogar fora (não mesmo). Para esta categoria em específico, Ser nordestino, o concurso premia os três mais criativos com mil reais cada, e o criativo “cabra arretado” com R$3.000,00.

Olha só quem já ta na rinha:



Portanto faça um minuto ser eterno (poético, não?). Principalmente você, baiano que me lê agora. Signifique-nos na brevidade do minuto, mas com a criatividade que nos é peculiar (dá-lhe, Exclamador!).

As inscrições vão até 15 de novembro. Então, como dizemos por aqui, jogue duro! Agora faz logo, que um minuto passa rápido.

3, 2, 1...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Bota o canudinho na boca...

Estádio lotado, casa cheia. A torcida se agita pra ver o espetáculo em campo. Todo mundo ansioso pra ver novos lances, que darão graça ao show de bola que se seguirá. Mas pera aí! O povo entrou em campo pra ver um jogo repetido? Como é que pode?

Espantoso, mas o que vou dizer a seguir é verdade. Todo mundo está vendo a campanha da Brahma para os seus 120 anos de história, não? Aquele cenário que eu descrevi ali em cima, os garçons, as líderes de torcida, tudo muito bonito e pomposo.

Então vem aquele mundo de gente reunido formando a imagem de uma cerveja. Lindo, né? É lindo, mas é chupada (pra saber o que é uma chupada). A gente nem toma cerveja de canudo! Não é que uma marca de cerveja já havia usado essa idéia? Será que o pessoal da AmBev sabia disso? Sei não...

A marca que teve a idéia sugada é a Budweiser. Na montagem do vídeo a idéia é a mesma: Um monte de pessoas que reunidas formam a imagem de uma cerveja e a de um copo. No jogo de placas que se levantam, viram e abaixam, o povo faz a tampinha da garrafa se abrir e o copo vazio se encher do líquido sagrado.

Disto evoluem para generosos goles da cerveja já no copo, usando o mesmo mecanismo. Por fim aquele famoso e sonoro “ahhh”, tradicional em qualquer língua ou país. Como diria o título de um blog: uma puta sacada (com o perdão do palavreado chulo).

Vejam o vídeo da Bud e comprovem o que digo. Poxa, comemorar 120 anos com chupada é demais. Será que eu vou ter que tomar a minha cerveja de canudo? Deixa esse negócio de colocar o canudinho na boca pra aquela cantora famosa. Eu, hein!


terça-feira, 7 de outubro de 2008

Vida longa ao rei!

É tão fácil fazer a coisa correta. Ainda mais se você tem o estigma da majestade. Quando se governa algo, quando se tem o poder nas mãos, é preciso sabedoria para empregá-lo com perspicácia, honestidade e honradez.

Maquiavel já disse em seus escritos (O Príncipe) que é mais fácil para um rei governar sendo temido do que sendo amado. Eu ainda não tenho base teórica pra discordar, mas julgo ser mais fácil governar sendo respeitado. Quando se inspira a imagem de um bom líder, bom no sentido amplo da palavra há a facilitação das portas do seu reino. Não pela força, mas sim pela admiração e pelo respeito.

Olhe só, essa introdução bonita e pomposa foi pra falar de uma ação beneficente lançada por esses tempos, de uma figura um tanto controversa. Sim, majestade sim. O melhor do século em seus domínios. Dizem até que ele sofre de um distúrbio de personalidade por seu brilhantismo na vida profissional em detrimento do fracasso em algumas coisas da vida pessoal.

Tô falando do Pelé, minha gente. E sem mais delongas, a ação comentada é essa aqui:



O nome da campanha é “gols pela vida”. Consiste em criar uma medalha comemorativa para cada gol que o rei do futebol marcou em sua carreira. Toda a renda com as vendas das medalhas será revestida para o Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe.

Sobre a campanha: Muito boa. Digna de um rei, mesmo. Começa com o ex-goleiro da Inglaterra na copa de 70, Gordon Banks, falando sobre aquela que foi considerada a maior defesa de todas as copas, uma cabeçada quase fatal desferida por Pelé. Daí ele vem e fala: “Se eu soubesse a importância daquele gol, eu não teria defendido aquela bola. Me desculpe, Pelé”. Olha que apelo emocional fulminante! Sublime.

Sobre a idoneidade da coisa toda eu não sei. Mas o que eu sei é que se o Edson e o Pelé sempre seguissem a linha do rei que é respeitado por suas ações positivas, talvez os dois não sentissem vergonha de ser uma pessoa só.