quarta-feira, 18 de junho de 2008

Entrelinhas

Ficarei um caco acolá, por isso terei sede e beberei algo muito saboroso.

Essa frase aparentemente sem nenhum sentido quer dizer muito mais do que realmente é. Se você ler a primeira oração rápida e repetidamente verá que a junção das últimas palavras quase forma o nome de uma bebida norte americana muito famosa e líder mundial no seu setor. Na segunda oração as palavras sede e beber completam o sentido da comunicação pretendida. Já conseguiram descobrir do que se trata? Então vamos viver o lado bom da vida, ao lado dessa marca.

Sim, senhoras e senhores, estamos falando de mensagens subliminares. Um tema polêmico, porém muito utilizado na comunicação e na arte, desde os tempos mais remotos. Mas por que tanta polêmica? Bem, o que se combate no uso desse artifício é que ele lida essencialmente com o subconsciente das pessoas. Em imagens, textos, sons, em tudo que gera um ato comunicativo, a mensagem subliminar pode ser enxertada. Consiste em inserir mensagens imperceptíveis ao primeiro contato (geralmente no vídeo se utiliza imagens com uma rotação de frames por segundo muito alta, não visíveis a olho nú; em áudios, na sonorização em volumes baixíssimos, etc), mas que são registradas pelo cérebro humano e “alojadas” no subconsciente. Diz-se ilegal por não oferecer opção de escolha ao consumidor, pois o mesmo não possui um estado de consciência quando na assimilação desse tipo de conteúdo.


Aqui cenas do filme Matrix. Observe com atenção:

Os comunicadores utilizam muito o sexo nessa abordagem, porque vende bem. O apelo sexual tem retorno garantido quando acionado no subconsciente dos consumidores (somos seres sexuais!), é um fato. É engraçado, pois o que geralmente se faz em publicidade é “esconder” de forma estratégica órgãos sexuais pelas imagens das campanhas. Meu professor Eduardo Sales até comentou em sala: “Já imaginou esses sensores das campanhas? Que trabalho insólito ficar procurando pinto de borracha em propaganda!”. É um horror, mas foi o que uma famosa marca de cigarros americana, a Mallboro, fez no reposicionamento da sua marca, tentando transferir seu alvo para o cowboy sertanejo americano, mas acabando por atingir o público gay. Depois do insucesso da transferência começaram a investir no público gay, colocando esses brinquedinhos nas peças publicitárias.

Também há a utilização de mensagens satânicas. Quem nunca ouviu um LP (vinil, bolachão...) de trás pra frente? O da apresentadora Xuxa, por exemplo. Aquela música do cachorrinho corre até hoje na internet, que supostamente quando rodada ao contrário continha adoração ao Exu (entidade do candomblé). Segundo os acusadores, a gravação expunha a adoração do mal por parte da mãe de Sacha, e tudo isso dirigido às criancinhas, ou melhor, aos baixinhos (que fofo). Não pelo Exu, que não tem nada a ver com satanás, mas se fosse verdade mesmo, gesto feio para uma rainha, não?

Até comigo aconteceu. Sei que um monte de gente vai parar de me ler por esse comentário, e um outro monte vai começar, mas tenho que contar essa a vocês. Meus colegas de faculdade ficaram sacaneando outro dia. Repare, se pegar o nome do nosso blog, OEXCLAMADOR, e inverter a leitura verá que se forma uma mensagem satânica! (Deus sabe que não foi essa a minha intenção). Veja: RODAMALCXEO! Forma-se a frase “roda mal” e, além disso, o número 160 e algarismos romanos, LXC... Será alguma premonição? Em 2160 o mal vai rodar? É muita viagem, né gente? Mas sei lá, amanhã mudo o nome do blog para ANJODOBEM, ou DEUSESTÁCOMIGO. Tá amarrado!

Acesse esse vídeo no youtube. É bem explicativo com vários casos,
inclusive de desenhos animados infantis.


terça-feira, 10 de junho de 2008

Ecos exclamativos

Vocês acham que um acontecimento desses caberia em um post apenas? Não. Meu ego ainda está muito inchado. Eu acho que vou perturbar vocês mais um pouquinho com o assunto “Eu e Lícia Fábio, Lícia Fábio e eu”, nos ecos exclamativos.

Como mencionado no ultimo post, na quinta-feira passada aconteceu o cerimonial de premiação do II Prêmio All type de Redação Publicitária. Contaríamos com a ilustre presença da promoter no auditório da Faculdade da Cidade para receber a homenagem, a chave da faculdade, e entregar os certificados de vencedores do concurso para mim e Milene Souza, vencedora na categoria de melhor peça (outdoor).

Mas eis que acontece o inesperado: Lícia infelizmente não comparece à cerimônia.

Foi frustrante. Tinha preparado um discurso, até! Preparei o meu “eu” para não repetir o papel vergonhoso como orador gago, quando recebi a notícia de que havia ganhado o prêmio e fui convidado a discursar. Repeti a palavra “que” umas quatrocentas vezes, eu parecia uma metralhadora monossilábica. Era que-que-que-que... é-é-é-é-é... Foi triste. Daí eu refiz meu psicológico para a coisa, e quando ia soltar o verbo, Lícia não aparece. Ela enviou um representante, o responsável pela realização de projetos de arquitetura para eventos, o simpático Fernando, uma nova disciplina em Produção Cultural, segundo Isaac Donato, professor de Redação Publicitária e idealizador do evento.

Mas algo muito melhor estava por acontecer. Durante os pormenores do cerimonial, lá nos bastidores, a produção do IV JOB acertava com o próprio Fernando a nossa ida ao escritório de Lícia que fica na Av. Contorno. Faríamos a típica visita de vizinhos. E fizemos! No dia seguinte fomos lá eu, Milene e Roberto, integrante da equipe do IV JOB, para fazer a sessão de fotos, a entrega das peças e o mais importante, a entrega da chave da faculdade à homenageada. Trocamos umas idéias sobre política, mercado, patriotismo, Bahia, um bate-papo bem aberto e pra lá de agradável. E, como não poderia deixar de ser, aproveitei pra fazer o meu merchand, é claro. Coloquei na pauta da conversa a minha pasta on line e o nosso Exclamador! também. Até brinquei perguntando se começaria o estágio na segunda. Passei o óleo de peroba na cara e joguei pra ver se colava. Sei lá, né? Nunca se sabe quando a oportunidade vai pintar.

Mas enquanto não pinta, continuo aqui exclamando forte pra vocês todos lerem! Ainda nessa semana sairão no site da Faculdade da Cidade as fotos do cerimonial de premiação e da nossa conversa informal com Dona Lícia (o mais breve possível). Espero que as próximas fotos sejam de lá do Forró da Sergipana, curtindo e colhendo os frutos do meu ousado esforço com a minha mais nova colega de trabalho. Haja licor!



ECO - ECO - ECO... confiram as fotos do nosso papo entre vizinhos.




terça-feira, 3 de junho de 2008

Atento aos sinais

Eu nunca fui um bom vizinho. Sou tímido. Aí você me diz: e eu com isso? Não me conte os seus problemas! Calma que chego lá. O estranho da coisa, do tema desse meu novo texto é que a vizinhança anda me perseguindo ultimamente. Imagina só, logo a mim! Mas até que eu estou achando isso uma coisa boa. Você verá por que.

Como é sabido, estudo Publicidade e Propaganda na Faculdade da Cidade. Sim, aquela do Comércio (não agüento mais responder a isso). Pois bem, na faculdade acontece um evento chamado Job de Redação Publicitária (já estamos no IV Job). É um giro de bate-papos com profissionais da área para fazer com que nós aspiras nos sintamos mais próximos do mercado e mais estimulados a lutar por ele. Desta vez contamos com os palestrantes Faustão Oliveira e Patrícia Oliveira da Mago/BA, e Daniel Xavier da Wunderman/SP.

No meio disso acontece o II Prêmio All Type. Consiste num concurso interno de peças publicitárias all type (apenas texto) onde propensos publicitários recebem um briefing a solucionar. O objetivo do briefing deste ano foi “promover uma relação aproximativa da faculdade com profissionais renomados no campo da comunicação na área da Cidade Baixa. Neste sentido, homenagear a promoter Lícia Fábio”. No ensejo, Lícia receberia na cerimônia de entrega dos certificados a chave da Faculdade da Cidade. Os vencedores com a melhor peça e a melhor campanha teriam seus trabalhos desenvolvidos e assinados respectivamente pelos Diretores de Arte profissionais Patrícia Oliveira (já citada) e Rodrigo Alves da DCS, agência do Rio Grande do Sul.

Então, na edição anterior participei também em parceria com Rafael Fonseca e ficamos em terceiro lugar na escolha do júri. Agora a coincidência. O tema do ano passado foi “O dia do vizinho”. Neste novo prêmio, dentre as informações que recebi, uma em particular me chamou a atenção. O escritório da famosa promoter fica na vizinhança da Faculdade, no bairro do Comércio! Só pode ser o destino. Me apeguei novamente a esse gancho e aproveitando a homenagem que a faculdade presta à Licia Fábio, me fiz. O resultado foi esse aí:



Clique aqui e veja toda a campanha!


Só pra constar, dentre 18 inscritos escolheram a minha campanha como a melhor do concurso (tinha que deixar isso por escrito). Amanhã, quinta-feira, eu pego o certificado na mão de Lícia. Sim, porque já estou me achando íntimo, quase um amigo de infância. Agora vou prestar mais atenção ao que acontece a minha volta. Os sinais estão falando comigo. Amanhã mesmo vou tomar o café da manhã na casa de um vizinho, depois tomo banho na casa do outro pra ir pro trabalho. Tomára que não cansem de mim, ainda temos muitos prêmios a ganhar!