quinta-feira, 15 de maio de 2008

Cheguei aos quarenta e os cem estão na mira

Parece intimidante, mas na realidade não é. Você começa a ver as coisas de uma outra forma. Está mais experiente, mais maduro, já começa a falar com um ar professoral com todo mundo. Chega naquela fase em que se sente inserido em alguma coisa, que nem tudo que se apresenta é aquela novidade. Mas há descobertas também. É só estar preparado pra enxergá-las e... Ah! Chega desse papo furado! Enrolei vocês até agora pra dizer algo muito importante.

A nossa comunidade no Orkut já passa dos quarenta! (aplausos)

Pode parecer pouco, mas começamos a menos de um mês e já chegamos a esse número! Ou seja, é mais de um novo exclamador por dia! Eu agora poderia dizer que tudo se deve ao meu genial talento para escrever, que prende, atrai, fascina, excita... que faria você tomar um sorvete no Alasca. Não, não sou tão ingrato. Tenho três Relações Públicas (voluntárias) trabalhando nisso comigo. São elas Ana Lívia, Jurimar e Patrícia Bispo. Elas têm dado uma força criptoniana na divulgação cedendo gentilmente os seus mailings (contatos de msn e orkut) para o humilde redator que vos escreve. Isso tem dado uma impulsionada no negócio numa proporção considerável. Talvez você pense que seja amadorismo. Mas gente, o boca a boca funciona, e como!

Falando em coisas que funcionam, outro dia na faculdade fui surpreendido por algo muito exótico dentro do banheiro. Adivinhem quem estava pichado na parede lateral? O próprio, O Exclamador! Algum filho de Deus escreveu no ato quase unicamente pessoal, e por que não dizer transcendental, isso: “www.oexclamador.blog... Procure no Google”. Não sei se foi algum amigo meu, mas foi a primeira mídia espontânea de nosso blog! Num local incomum, admito, mas quem está ligando? Agora quem for dar vazão à sua natureza ali terá a nossa agradável companhia (bizarro).

Bem gente, fora a sacanagem, acho que estamos trilhando o caminho certo. Já temos O Exclamador! com o nosso blog, no Orkut com a comunidade, também no msn com um singelo emoticon... Se continuarmos assim estaremos falando dos cem dançando forró no São João!

A propósito, quantas pessoas no mundo têm acesso à Internet?

-E então, Cérebro? O que faremos amanhã à noite?

-O que fazemos todas as noites, Pink. Tentaremos dominar o mundo!


Para Ana Lívia, Jurimar e Patrícia Bispo
pela altruística colaboração.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Genocídio anunciado

Hoje vou falar sobre o caso Isabela Nardoni. Brincadeira, gente, não faria isso com vocês. É que eu nunca vi um assunto ser tão massificado na mídia quanto esse. E está sendo mais ainda em nosso blog. Na TV aberta e fechada, nas rádios, na net, na boca da vizinha, no armazém, na faculdade, no trabalho... Deus! Não agüento mais ouvir falar disso! Eu aposto que tem gente que sonha sendo estrangulado por Ana Jatobá. Lá ele!

Não, eu não sou um monstro insensível. Prova disso é que me preocupo com as crianças assassinadas pela negligência das autoridades. As estatísticas da dengue estão aí pra todo mundo ver. Foram 87 mortes no estado do Rio de Janeiro até abril, metade delas foram crianças. Cerca de 40 crianças assassinadas! Quem é o insensível agora?

Mas eu entendo toda essa comoção. O fato de um pai matar ou acobertar a assassina de sua própria filha assusta. A instituição família sendo dilacerada com um ato tão bestial faz todos nós clamarmos por justiça ou perdermos um pouco do que ainda resta da fé no ser humano. Também a sucessão de fatos semelhantes nos últimos tempos, como o caso Richtofen. Outra coisa que contribui para essa efervescência midiática em torno do caso é o cansaço do povo. Ta todo mundo de saco cheio de tanta impunidade. Como uma menina tão linda, cativante, meiga é morta assim e ninguém é punido? Queremos a cabeça do culpado!

Contudo, estamos com os canhões apontados para um casal de assassinos enquanto um genocídio anunciado acontece bem na nossa frente. O bicho está pegando, ou melhor, picando! Agora só sei de uma coisa: a culpa não é do mosquito. Nunca foi!

Vou colocar uma relação de links de notícias que julgo relevantes sobre o assunto. Todo crime deve ser punido sem permissividade. Então pensem que as mãos que estrangulam e que jogam pela janela são as mesmas mãos que não assinam a liberação de verbas para políticas públicas eficazes no combate à dengue. São as mesmas mãos, só que matam muito mais.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u392897.shtml

http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/05/06/e060516705.html

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/04/16/materia.2008-04-16.0025059952/view

http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=857628

http://www.atarde.com.br/brasil/noticia.jsf?id=872388

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Os 70 de Maria

Um, dois, morrão pra dois!
(um, dois, morrão pra dois)

Três, quatro, sem ser no mato!
(três, quatro, sem ser no mato)

Vou fumar até morrer!
(vou fumar até morrer)

Quero ver quem vai prender!
(quero ver quem vai prender)

Um por todos! Todos por um!
Um por todos! Todos por um!

Maconha, maconha, maconha!

Oi? Cadê... o povo? É... Pera ainda...

Notadamente quase não escrevi sobre o prometido em meu primeiro post, a Publicidade. É que certas coisas não podem passar em branco. Caros exclamadores, acompanhem meu raciocínio: Com toda a pompa militar do nome, a coincidência da similaridade dos números e na minha cabecinha engenhosa se formou uma comparação, pra mim inevitável, deste evento, a Marcha da maconha, com um famoso e milionário épico hollywoodiano filmado em 2007, o 300 de Esparta. No nosso caso seria os 70 de Maria (Joana).

A Marcha da maconha consiste num movimento, um ato público a favor da descriminalização e legalização da multifacetada erva. O evento aconteceria simultaneamente em diversas capitais do país no domingo passado, às 14 horas, e teoricamente reuniria um número elevado de pessoas imbuídas no intuito de fazer valer o seu direito de queimar um. Mas o motivo maior dessa briga toda acabou por jogar água na ponta. A lei. Em muitas capitais a marcha foi rechaçada pela justiça. Em São Paulo e no Rio de Janeiro o Ministério Público entrou com uma liminar impedindo que os manifestantes dessem o primeiro passo. Em Florianópolis a coisa atrasou uma hora e apenas 20 participantes deram as caras. Nossa Salvador também sofreu o golpe da justiça. Todo mundo foi preso e liberado depois. Setenta jovens foram enquadrados pela Lei de drogas acusados de fazer apologia e por serem usuários. Só porque se reuniram na Praça Campo Grande pra cantar Bob e dar voz ao movimento na Bahia. Poxa, logo com o mestre Bob...

Mas voltando ao assunto, há aqui em SSA a inegável semelhança mencionada lá em cima. Temos o nosso “Lionáidas” (Leônidas), os seus 300 e a ideologia (ou somente a vontade de fumar livremente), o rei “Qzérqses” (Xérxes) e sua força bruta maciça (a lei) e o resto do mundo grego (nós não fumantes) no meio disso tudo. Ora, eu não sou a favor nem contra. Sou a favor sim do diálogo aberto, sem preconceitos ou tendenciosidades. Afinal todo mundo tem o direito de falar o que pensa e apoiar aquilo que acha melhor. Porém quem viu os filmes Cidade de Deus, Tropa de Elite e seus filhotes, teve uma visão superficial de como se pratica a comercialização da maconha aqui no Brasil. E então, como ficaria? Teríamos balinhas de maconha nas barracas? Nossa isso é papo pra livro, não cabe num post de blog. Então jogo as perguntas pra vocês, não quero ficar com as pontas dos dedos queimadas... de tanto escrever.